Domínio

Quando mais nova, costumava fazer diversas coisas ingênuas, as quais me arrependo da maioria. Me apaixonar pela pessoa errada, por exemplo.

Lembro de prometer a mim mesma de nunca mais o fazer. A mágoa e a decepção eram grandes demais para situações e sentimentos tão pequenos.

Mas você apareceu. Entrou na minha vida como se fosse um quarto e bagunçou meus sentimentos como se fossem móveis. E então minha regra já não se adequava a todos.

Você é a exceção.

De forma quase instantânea, iluminou meus dias sombrios com seu falar otimista e seu olhar que incendiou meu coração, aquecendo o que antes estava congelado, preso em um labirinto gelado. Todo dia era noite, até o escuro tornar-se claro.

Você é o meu Sol.

Nunca pensei no que o amor seria, em como ficaria ou me sentiria. Mas a certeza de que eu nunca o acharia parecia ser a opção mais provável. No entanto, dentro dessa busca incessante por uma razão plausível para a crença em um sentimento tão banalizado pela indústria do comércio, encontrei algo.

Eu achei o amor em um lugar tão óbvio que chega a ser improvável. Encontrei-o no meu amigo, alguém que já me conhecia e me adorava não só pelo que eu mostrava ser, mas pelo que eu era.

E é assim que eu o quero também.

Encontrei o amor em uma prateleira do meu quarto, numa exposição de lembranças. Aceitei de bom grado, sabendo que não há devolução.

Você é amor.

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