Amor Próprio

Estou me afogando nas minhas próprias lágrimas. Meu pranto formou um mar infinito de sentimentos que refletem a minha desgraça. Mergulhei fundo na minha infelicidade, saltei de cabeça nesse mar de angústias e incertezas, formado por cada gota de lágrima de cada noite mal dormida.
Estou me afogando nas minhas próprias escolhas.
Aceitei o escorrer das lágrimas pela minha bochecha como se fossem parte de mim.
Estou me afogando em um mar de sentimentos que não são verdadeiramente meus. Aliás, sentimento nenhum é. Eles nos rodeiam e nós escolhemos o que mais nos satisfaz no momento. E então o sentimento nos escolhe. Ele toma conta dos nossos corpos como se fossem um pedaço de nossas almas.
Estou me afogando nas minhas próprias lágrimas, controladas pela infelicidade que me possui. Me afogo nas minhas próprias escolhas.
Ergo a mão para o alto, meu último gesto de luta antes da desistência. Não por ser fraca, mas por estar cansada.
Sentimentos me rodeiam. Escolho a felicidade, que me segura com um sorriso sempre otimista estampado no rosto. E eu a escolhi na esperança de ser dominada.
A felicidade, então, se choca contra a tristeza, causando uma explosão. Sinto-me presenciando uma paródia do big bang. De uma explosão, algo se formou: o amor.
Quer sentimento mais bipolar que este?
Estou dominada, sã e salva na superfície.
Estava me afogando em um mar de lágrimas e hoje nado em um oceano de sentimentos.

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