Felicidade Fragmentada

Em certos momentos do dia, pego-me pensando em você. Depois de ocupar minha mente com tantas distrações, alguns instantes bastam para esvaziar minha mente de tudo para preenchê-la logo em seguida. Enchê-la de pensamentos originados de uma única vertente: você.
E é só isso que me resta. Lembrar, lembrar, lembrar. E são tantas lembranças…
Mas, às vezes, só isso não me basta. Preciso sentir o toque de sua mão no meu cabelo, acariciando-o enquanto me diz que tudo vai ficar bem. Preciso ouvir o som da sua risada após me contar uma piada sem graça, numa tentativa falha de melhorar meu mau humor matinal. Preciso abraça-lo e ouvi-lo falar que sou sua pequenina, mesmo que só pela altura que não herdei de você.
E é com isso que eu vivo. Eu lido com a saudade que me consome pouco a pouco. Uso e abuso de lembranças, para ocupar os mínimos espaços da minha mente, que se põe em repetidos questionamentos que eu nunca saberei a resposta. Fui o que você esperava que eu fosse? Você sentia orgulho de mim, apesar dos meus defeitos serem tão aparentes?
Gosto de pensar que sim.
Em certos momentos do dia, pego-me fazendo uma lista de coisas das quais me orgulho e das quais mais me arrependo. Você está no topo das duas.
Se eu pudesse fazer diferente, faria. Mas não mudaria muita coisa, pois quase tudo que eu vivi foi completo. Alteraria somente as conversas interrompidas, os momentos que ficaram pela metade.
Imaginar essas coisas me bastam por alguns instantes, antes de ocupar meus pensamentos com novas distrações.

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